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Audiência de horário nobre…

Postado em reflexões em Outubro 12, 2008 por SENSATIONS

Cansei de você achar que me conhece, de querer me julgar se eu respiro, que fica aí estagnado apontando o dedo pra mim. Cansei tanto que já não consome uma gota se quer da minha paciência. não tenho vergonha de admitir nada do que eu fiz ou deixei de fazer. contudo, você nunca têm peito para me confrontar. no quesito peito, eu sempre ganho. as risadinhas e fofoquinhas logo desaparecem se eu arrecado toda a minha “metidez” para tirar satisfações, e o que eu sempre quis mesmo era que você chegasse e falasse das suas frustrações na minha cara. aí sim eu calaria a boca e teria algum tipo de respeito. sério mesmo. assim eu não precisaria mais botar os pés numa cena ridícula, e você não precisaria se incomodar tanto com a minha presença. ultimamente eu tenho ficado com o controle de toda essa situação, ouvindo o que todos falam sobre o que você compulsivamente fala, e você acha que nos meus ouvidos não irá chegar. esse interesse repetitivo sobre a minha vida me irrita. Será que não percebes o quanto é rídiculo agir desta forma? Posso ter milhares de defeitos, mas sou uma pessoa extremamente verdadeira, não escondo a cara. hoje em dia, depois de ter ‘aprontado e aprendido todas’, quase não sinto vontade de abrir a portinha da desibinição.

Escolho as pessoas, seleciono de froma crítica quem eu quero ao meu lado agora. preciso estar em um lugar com pessoas confiáveis para que me sinta à vontade para ficar saltitante, extasiada e me exceda. Não é qualquer lugar, não é qulaquer um que participa, a energia desses lugares fechados, cheios de gente sedenta e louca para se divertir de qualquer forma, é simplesmente pesada demais em todos os sentidos. e eu sou uma pessoa extremamente sensível. Antes não me importava tanto com o papel que eu desempenharia no decorrer de uma dessas loucas festas,hoje em dia não consigo me colocar numa situação dessas.não estou mais rodeada de criaturinhas vazias, mas de pessoas que me inspiram a ser alguém melhor e a compreender o mundo superficial em que vivo.Tudo seria melhor se você também tivesse uma motivação, alguma ambição. se parasse de falar de mim e fizesse alguma coisa com o seu tempo. (o papel de falar compulsivamente sobre jowanna heylayne gomes campos já é meu ) nessa minha vida louca que caminhou para a maturidade e alcancou o pleno controle, aprendi a ser a pessoa mais segura do mundo. por isso devo parecer tão metida. Além de metida, uma substância viciante, porque volta e meia você está sempre abstinente dos meus passos, atos, falas e personagens, me acompanhando como se eu fosse novela das oito, não percebes que assim está apenas me dando mais ibope? estou tendo audiência de horário nobre…

Ps: não  está na hora de mudar o canal?ou então, quando não gostamos da programação desligamos a tv…

 

Mais do que necessário, chorar é essencial…

Postado em dilemas pessoais, reflexões em Agosto 17, 2008 por SENSATIONS

Hoje eu já não tenho muito interesse em esconder as lágrimas que já rolaram e nem tenho grandes temores em relação a aquelas que ainda vão rolar por aqui, pelos diversos momentos, sejam eles de felicidades ou de tristeza.

Às vezes é necessário se despedaçar, para só depois conseguir se sentir plena, inteira e serena. Posso ter apenas vinte e dois anos, mas enquanto outros leram um capítulo, eu já li o livro inteiro e já tenho fortes pontos de vista e mil histórias para contar. Mesmo sabendo que ainda vou mudar muito durante a vida, quero apenas ter certeza que continuarei sendo honesta e tendo essa mesma estrutura psicológica para enfrentar seja lá o que for.

Tudo o que me interessava fazer eu fiz (acertei umas, errei bem mais em outras), mas o que sempre me interessa é a vida, é a intensidade das experiências, boas e ruins que obtive. Se tiver que enfrentar uma dor porque morreu meu pai, ou uma grande amiga me magoou, ou porque tive que escolher um caminho e renunciar a outro, ou decepcionei alguém que tal qual perfeição me idealizava, vou voltar atrás sim, não tenho compromisso com o erro. É para chorar mesmo, e chorar é legal, tira o peso, traz alívios, faz parte de sentir (e aprender com) à experiência A gente foi convencida pela idéia de que o sofrimento não deve fazer parte de nossas vidas. Mas como? Viver gente é um rasgar-se e remendar-se, e essa idéia é um aspecto psiquicamente higienista e idealista. Uma espécie de intervenção médica em cima da nossa vida. É extremamente desagradável essa idéia de que o sofrimento seja considerado patológico, isso é uma loucura. Claro, é evidente, se alguém considera se matar porque perdeu o relógio, aí existe uma desproporção. Mas chorar por erros, perdas ou decepções não são reações normais?

Chorar purifica a alma, pedir perdão é ter um pedaço de Deus (a mais) com você, e rever seus erros, ponderar suas atitudes é se transformar em uma pessoa melhor, é crescer…
Amadurecer…

Como se eu flutuasse…

Postado em amor, reflexões, vida em Julho 21, 2008 por SENSATIONS

Ele apareceu com cara de sábio, sorriso meigo e um olhar que dizia: deixa que tudo passa…E a minha perdida inocência e quase estupidez me deu uma clareza absurda e me fez entender tudo muito mais do que os espertos e descolados.

Dessa vez eu não corri. E então voltei a voar. Há muito tempo eu não voava nos meus sonhos e eu voei muito rápido. Tanto que me doeu o vento no rosto e o coração recebeu aquela onda de ar gelado que agente só sente quando se é menina e corre feliz demais mesmo sabendo que se pode pegar um resfriado correndo assim de boca gisgantescamente aberta pra sentir o mundo. E eu entendi. Por isso não corri. Apenas voei, voei. Eu e meus medos de me magoar de novo com todo mundo, eu e meu excesso de proteção e a vontade de me sentir má em demasia ao ponto de começar a fazer maldades comigo. Tudo voou, para bem longe de mim.

Eu prefiro esse peito inchado de esperanças, esse peito cheio de amor do que outro peito.Tudo pode continuar ali, prestes a dar tudo errado, mas eu prefiro assumir riscos e desfrutar toda essa felicidade. Eu prefiro não enxergar potenciais ‘gigantescos’ pra fazer minha vida um verdadeiro inferno. Eu assumo o peso, meus medos, eu assumi toda a merda. E mesmo assim, voou cada vez mais alto, como se flutuasse. Eu peguei pra mim, tudo o que eu soltava por aí, e surpreendentemente fiquei mais leve.

Eu mudei um pesadelo pra sonho deitada… Imagina o que eu posso então fazer com a minha vida na hora que eu ficar em pé?

Se eu tenho limites?

Postado em memórias, reflexões, relacionamentos em Julho 21, 2008 por SENSATIONS

Tirei a maquiagem, aquele visual projetado, me despi em frente ao espelho. Entreguei-me e pude ver verdadeiramente minha imagem. Existia melancolia, desespero, tristeza, excitação e muita vontade. Vontade de me livrar de tudo aquilo. Obsessão de corpos, escrava das minhas próprias sensações. Fiz mais do que devia. Mantive-me mais tempo do que minha sanidade poderia suportar e tive que me libertar para continuar lúcida. E não poderia ser de outro jeito. E quando tudo aquilo acabou, é claro que me machuquei, meu corpo ficou gelado, abstinente esperando pela lição. E só depois de muito tempo entendi as respostas.

Não, eu não sei se tenho limites. Porque posso aturar muito mais. Achei que não suportaria aquela loucura, e fico me questionando o que eu faço aqui alimentando novas sensações, mais leves, maduras e até então sadias. Mas e se caso elas me arrebentarem? Eu respondo… Eu arrebentaria de novo as correntes. Eu posso sobreviver por muito mais tempo. Meu peito nasceu com potencial pra explodir sozinho e ‘tanto faz como tanto fez’ se eu me obrigar a apertar o botão antes da hora marcada.

Você se desmanchou quando me viu?Apavorou-se? Quando viu que eu sou de verdade você se decepcionou? Pra que gaguejar se eu já entendi a mensagem? O que ainda quer de mim? Já teve o suficiente, mais do que o suficiente. Estive em seu roteiro pra servir de transição, pra transferir os meus valores. Eu resolvi crescer, enquanto você almejava que eu ficasse sentada. Obrigada, não era o que eu queria, me livrar de tudo isso, e agora ter tudo o que tenho era o que eu precisava.

Insegurança tem remédio?

Postado em reflexões em Julho 16, 2008 por SENSATIONS

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro.

Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança? Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.

Segurança depende de um processo que chamo de “validação”, embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor. Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.

Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”. Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.

Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder. Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos. Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.

Diminuir as inseguranças daqueles que nos amam, que nos cedem um sorriso gratuito, causam efeito imediato e talvez seja o método mais eficaz de diminuir as nossas próprias inseguranças.

  
 

 Jowanna Heylayne

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Tentações…

Postado em reflexões, relacionamentos com as tags em Julho 10, 2008 por SENSATIONS

Mesmo quando fico quieta as coisas acontecem comigo. Só pra lembrar, não são reclamações, a fase é digna de agradecimentos, mas posso avaliar tentações que tenho evitado. Sorrisos, olhares, abraços, promessas…Um leque de opções aparecem após você deixar bem claro o que você quer, ou também o que você não quer. Estradas com desvios surgem com anjos de branco e cabelos encaracolados, ou morenos, coloridos de cabelos lisos. É daí que você tem que aguçar o sexto, sétimo, oitavo, seja lá o sentido que for preciso para não cair nessas arapucas de beira de estrada e continuar no teu caminho firme, sem desvios naquilo que realmente te fez repousar.

Certas pessoas se mostram decepcionantes e mentirosas após o encanto. ‘Carruagens’ viram abóboras após a meia noite. Eu aprendi a valorizar as pessoas que apareceram pra iluminar minha vida, e mesmo que seja difícil não ceder, não dar atenção a toda essa beleza que desfila na minha frente, eu sei bem o que aquece meu coração e tranqüiliza minha alma. Há um bom tempo fiz minha escolha e não tenho pretensões de transcender para outras.

Conheço a face de uma pessoa sufocada e não quero mudar essa face relaxada de um lado meu que nunca vai sair da validade. É definitivo, e não importa os sorrisos, encantos, cor, raça ou gênero. Não existem espaços vazios, meus pedidos já foram satisfatoriamente atendidos.

 

;)

Nada de pedidos, eu só quero Te agradecer !

Postado em reflexões, vida em Julho 8, 2008 por SENSATIONS

O dia finalmente chegou. O dia de agradecer por ser tão abençoada e poder desfrutar de um mundo mágico e tão real como este. Olho no espelho e vejo uma nova pessoa. Tão impulsiva quanto a que resolvi deixar para trás, mas muito mais focada. Depois de ficar engatinhando e fazendo pirraça, sobrevivi; ao que eu mesma não permiti, ao que o meu discernimento precisou evitar. A realização de que precisava crescer com rapidez, chegou com brutalidade. Acho que já sou uma adulta e, apesar de todo o estresse que isso traz, até que estou gostando. O fato é que sou a única pessoa capaz de traçar os próximos passos, os próximos lugares no mapa.

 

Precisava voltar a alimentar minha inspiração, encontrar uma maneira de me reinventar. Mesmo que não esteja fazendo mudanças exóticas, nem viajando para índia, para a Tailândia, ou para algum lugar que certamente me proporcionaria epifanias, sei que desta vez estou seguindo na direção certa e obtendo respostas divinas. Estou colorida agora, sinto-me satisfeita e orgulhosa das pessoas que me rodeiam, das minhas escolhas e, da pessoa que eu tornei, colorida agora, agradecida por momentos que com exatidão realizam-se, brevemente irei voar, mais alto ainda, e os contratempos não causam mais tanto impacto, não têm tanta importância, porque de fato, e com toda sinceridade, todos os aspectos da minha vida levam-me em direção a enormes travesseiros macios.

 

Cuidando muito bem da vida (dos outros) .

Postado em reflexões, vida em Maio 9, 2008 por SENSATIONS

Enxames de falas, cochichos, fuxicos, risinhos, desprezos, superciliaridades, hombridades e as mais encenações típicas da mais desenfreada fofoca. Nenhum ‘peixe’ escapa da rede dos especuladores, nada é irrelevante, ocasional, ingênuo ou coincidência e se, por um acaso for, logo, logo a língua afiada dos mesmos passarão a frente ‘os fatos’ cheios de insinuações, apelos, modificações, ambições secretas( mas nem tanto), hipocresia e inveja.

A fofoca tornou-se uma grande ‘organização’ com inúmeros elementos de ‘negociata’ nas quais existem pessoas que ‘empregam-se’ e arregaçam as mangas em meio a tanta ostentação, despeito, vaidade, inveja ,vingança e ressentimentos. A vida dos outros vira o centro da própria vida, a língua não para, a mente arquiva informações e os olhos sempre atentos…

O homem —-em conjunto—- continua mesmo muito ignorante, criança, audacioso e muito louco. O que podemos saber a respeito do que ‘realmente’ acontece na vida dos outros? E se temos ‘alguma idéia’ quem está apto para avaliar se está certo ou errado, você?

Nessa onda de tanto ti, ti ti.Tanta confusão, os mais críticos, os mais ‘corretos’, analisadores e Fi fis de plantão estão mais perdidos do que qualquer um, não têm mais noção de si mesmo de tanto falar, julgar e criticar a vida dos outros, perderam o senso ( do ridículo ) e a capacidade de enxergar seus próprios atos. Analisando toda essa eficiência que temos pra cuidar da vida dos outros, explica-se muitas das vezes o porque estamos todos indo pro ‘brejo’ como vacas estúpidas, que cada vez mais ‘lambem’ as fofocas e as tomam como leite no café da manhã (almoço, jantar e principalmente no ‘chá das cinco’). Todos preocupados com a minha, a sua, a nossa, mas ninguém quer se importar ‘apenas’ com a ‘vossa’ vida. Será por quê?

Porque os homens—-em conjunto—- ainda que sejam eficientes, ótimos e sensacionais são negligentes e tal qual estúpidos apegados aos seus hábitos fofoqueiros. Todos.

(Inclusive você, não tire o corpo fora não ) .

Jowanna Heylayne

 

Outra menina bela, no caso Isabella.

Postado em reflexões com as tags , em Maio 2, 2008 por SENSATIONS

Todas as manhãs quando acordo e ligo a tv está lá, abro os jornais está lá, capas de revistas e internet e o caso está lá, Isabella. Não preciso nem dizer seu sobrenome para que saibam de quem eu estou falando. O fato é que a tragédia que tirou a vida de uma criança de cinco anos tornou-se o caso mais famoso e explorado de todos os tempos. Exposto aos olhos da mídia 24 horas por dia, tomou proporções grandiosas e por consequência tornou-se parte do cotidiano dos milhares de brasileiros que acompanham, comovem-se, se revoltam e esperam que a justiça seja feita . Outros, no entanto confundem sensações, refletindo uma asquerosa realidade deste século. Curiosidade e ‘exploração do caso’, muitos se mostram mais interessados com a repercursão do que com a resolução do caso, em ‘matar a curiosidade’, em aproveitar o batalhão de fotográfos , camêras que estão bem aí e porque não divulgar algo, vender ou se mostrar?A mídia nos relata cada fato, passo e ato de tudo e todos que estão envolvidos com o caso. Corriqueiras imagens das delegacias, do sobrado laranja, do vectra cinza, o apto de guarulhos e o tão ‘comentado’ edifício Londonnn…

Cada sorriso meigo de Isabella estampando  efusivamente os noticiários, jornais,  programas e afins. Todos os detalhes da vida dessa criança foram expostas. Eu participo da comoção que o caso nos trouxe, e compartilho da opinião de tantos outros que o caso é triste e assustador apesar de, saber que a cada dez horas uma criança é assassinada no Brasil o que é mais assustador e triste ainda . Este caso foi ‘monstruoso’ sim, e inevitável seria não sentir a da dor, pela perda dessa doce menina .

Mas, além dos ‘curiosos’ , grande parte da mídia concentra-se maciçamente em explorar  o caso, ao ponto de programas ‘dedicarem’ horas simulando atos com bonecas, discutindo fatos de forma inconveniente e sensasionalizando uma tragédia delicada com o intuito de elevar os ‘picos da audiência’, sem se quer, lembrar que talvez do outro lado da tela possam estar familiares da criança, com a dor em ‘carne viva ainda’,e é com carinho que me vem a mente o nome da mãe, Ana Carolina Oliveira, que desde o acontecido e devido a constante exploração por notícias, fotos, e momentos exclusivos não pode se quer assistir uma missa para a paz, em Paz ! Doeu meu coração, quando vi aquele choro, devido ao extremo no qual o ‘jornalismo’ chegou, no último massacre que fizeram com ela, onde mesmo diante do momento em que a saudade sufocava, portou-se como sempre, com a mídia com delicadeza e extrema educação, pediu que a deixassem ir ao túmulo da filha em paz … Mas é claro que não atenderam com a mesma delicadeza e educação á solicitação, os ‘profissionais’ estavam todos lá, aglomerando, tumultuando a missa de um mês da criança, ‘registrando o momento’ e elevando mais uam vez a audiência dos programas’ transmitindo as lágrimas, e os soluços do choro de uma simples mãe que não pôde passar , se quer, cinco minutos á sós e em paz no túmulo da própria filha …

A conclusão disso tudo é simples: estamos todos doentes.

Todos que usamos a dor alheia como novela, todos que proporcionam audiência pra essa exploração ‘ao vivo’. Vale ressaltar, é claro que como toda regra há exceção, existem os profissionais de fato, que fazem seu trabalho da forma mais íntegra e cautelosa possível , usando a mídia como serviço de informação, e até como uma certa pressão para que o caso não seja esquecido e se torne impune.

Não sei porque estou escrevendo tudo isso, contradizendo todo o texto escrito até agora. Talvez, esteja me sentindo culpada e admitindo fazer parte, com vergonha , dessa população patológica. Mas, talvez, também pra exercer o dever que minha consciência me impõe dizendo que já chega não é? A polícia, os delegados, peritos e promotores vêm fazendo o seu trabalho com toda uma estrutura e salário  para resolver isso. Eles tem o dever de acompanhar, minunciar e simular os fatos, além de solucionar, é claro. Não somos nós.

O que eu gostaria de ver nos próximos dias, talvez seja apenas uma ilusão, tendo em vista que toda essa exploração do caso está tendo um ‘retorno’ compensador pra quem a faz. Mas, me vem a mente mais uma vez, o nome de Ana Carolina Oliveira que vai ser a cada ‘capítulo sensasionalizado do caso’ lembrada que não poderá ter o retorno do que realmente gostaria, e ainda assim no meio de toda essa sujeira, mantêm-se de forma íntegra, num silêncio que grita por justiça,  valorizando cautelosamente suas palavras. Não permite que seu eterno amor, Isabella, torne-se motivo apenas de tristeza ou dor.

Fica aqui registrado então, meu pedido á Deus que te abençõe Ana Carolina Oliveira, e que faça ‘hora extra’ com você, te dando forças nos momentos que a saudade apertar.

E fica aqui resgistrado também admiração por uma outra ‘menina bela’ , além da princesa Isabella, Ana Carolina Oliveira que diante dessa sujeira toda, manteve um comportamento íntegro, correto e de respeito, diga-se de passagem, que os adjetivos integridade e respeito deveriam ser acrescentados a muitos que se dizem ‘profissionais’  e andam portando-se pior do que amadores.

Nós estamos lidando com solidariedade e memória nessa história, mas ‘ela’  lida com a saudade e o coração… Vamos lembrar e respeitar isso ok?

Texto: Jowanna Heylayne

Felicidade de verdade!

Postado em amor, reflexões, relacionamentos com as tags , em Março 18, 2008 por SENSATIONS

Sim, sim.. de fato eu concordo que o mundo está cada vez mais cheio de  possibilidades pra te distrair com as mentiras modernas, somos engolidos por um mundo que cria tantas facilidades pra gente ‘não sofrer’. Uma galera que parece feliz em pertencer à um mesmo barco que não vai, na verdade, a lugar algum…então assistimos e participamos dessa feira que compete pra ver quem tem a ‘casca mais bonita’ . As pessoas cuidam do corpo e esquecem da alma, cuidam do cabelo e esquecem da mente, a superfície está perfeita, mas estão fazendo eco por dentro, colocam um peito de silicone e esquecem de dar mais uma chance, só uma chance ao amor. Ahhh! o amor? Onde ele foi parar depois de tantas mentiras e modernidades?  O-n-d-e?

Nós crescemos em belas casas, estudamos em caríssimas escolas e nos formamos em faculdades mais caras ainda. Nos tornamos médicos, advogados, engenheiros… Sucesso, saúde e uma certa ‘paz’. Mas e o amor? Porque ainda que demore ‘cair a ficha’ uma hora ou outra você vai cansar dessas pessoas ‘perfeitas’ , programadas para te dar um ‘amor’ levemente inexistente!

Uma hora ou outra, e bem mais rápido do que suponha, você vai criar horror da casca dessas pessoas, falsamente infáliveis, que sempre impressionam, que sorriem impecáveis com dentes brancos , músculos que ressaltam como se fossem super-heróis…

Daí, ‘Over’ modernidades, a ficha caiu . Chega de gente que se considera super-herói!

Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar tristinho numa festa cheia de amigos e lembrar que é sozinho mesmo rodeado por tudo aquilo, e perguntar assustado ‘aonde você vai’? no meio da noite mesmo sabendo que é só um xixi. Pra quê modernidades se quando você me beija eu não desejo mais nenhuma força do universo? Se quando você me abraça eu sou invadida por esse sentimento sublime de paz?

Sim, sim. De fato, eu também concordo que é desencorajador acreditar, se arriscar diante de tanta ilusão, é triste pensar que algumas coisas ao redor são mentiras, e de verdade, muita muita coisa é. Mas, acordo então feliz todos os dias, ao perceber a cada beijo, gesto e carinho que pelo menos você, e essa felicidade é de verdade!

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