Reencontro…

Era um perigo pressuposto por ambas as partes, eu demorei um pouco mais, mas a forma fora tão imprevísivel, algo casual com capa de programado, a vida tem desses acasos que parecem totalmente arquitetado. A chegada já foi o suficiente para mostrar literalmente cara a cara o que eu ia ter que enfrentar algumas boas horas compartilhando (ou disputando) a mesma atenção, o mesmo ar, a mesma tensão, os amigos, comes e bebes. Consigo desta mesa te enxergar minunciosamente, e se queres saber não vejo tanta mudança por aí, assim como eu o ano que se passou nos ‘presenteou’ com mais alguns quilinhos, mas nada que abalasse ou comprometesse nossa beleza…

O olhar ainda baixo, os comentários são os mesmos desnecessários, com este tempo todo não crecestes nem um pouquinho? Ou eu me coloquei em uma mesa longe e não consigo mais minunciar os teus atos com a mesma exatidão? Todos sem exceção cumprimentaram abraços, beijos e apertos de mão. Música boa no ambiente, daquelas de se levantar e fazer biquinho, até dançamos sem perceber de forma idêntica, porém eu cá e lá você.

Não sei se o tempo não deu’ tempo ‘para nenhum escandâlo ou se nós somos pessoas bem civilizadas ( ou bem fingidas ) mas nos viramos bem no mesmo ambiente, olhares, rumores, um passa aqui, passa acolá claaaro que existiu, mas ninguém se excedeu… Quase, quasee mesmo te cumprimento na despedida, mas daí lembraram-me que eu já tinha dado há um bom tempo adeus pra você.

Se quiseres saber em nenhum momento te olhei com algum sentimento ruim, ou se quer desviei os meus olhos dos teus, você só não têm como saber disso porque há um bom tempo não consegue me enfrentar de frente, de cara limpa, porque se eu bem me lembro eu mesma te disse uma vez que quando não conseguimos enfrentar determinadas situações damos as costas estrategicamente , as vezes é melhor ser um covarde inteiro que um corajoso em pedaços ,deve ser o motivo que não consegues fixar o teu olhar no meu olhar, eu ainda te conheço muito bem e vice-versa, você sabe o quão perceptiva eu sou e talvez eu consiga ler que a mesma dor de renunciar a tudo isso que eu senti, ainda faça morada viva dentro de ti.

Uma resposta para “Reencontro…”

  1. perfeito.

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