Arquivo para Julho, 2008

Os últimos tempos por aqui ;)

Postado em dilemas pessoais, vida em Julho 26, 2008 por SENSATIONS

Eu não conseguiria definir o que acontece hoje aqui. Sei dizer que todo aquele tempo desperdiçado foi necessário para que agora eu pudesse com maturidade aproveitar essa oportunidade que deixaria TUDO mais uma vez, bem. Um lado meu novo que me agrada cada vez mais, e eu não sei nem de brincadeira ser mais a mesma. Passei o último ano esperando alguma grande coisa acontecer, alguma transformação decisiva que me arrancasse dos meus devaneios silenciosos regrados a muita atenção. Então eu acho que voei pra longe dali. E encontrei meu conforto. Uma paz e agitação boa que vaza das minhas veias.

Longe de construir mentiras, e tentando implodir alguns erros sem retroceder. Tudo deve ficar no seu devido lugar, mas agora com a casa arrumada e os recibos da compra, cresci o suficiente pra entender e admitir que o tempo pode dobrar os nossos joelhos.

A explicação da ’superioridade em neurônios’ dos homens.

Postado em homem, mulher em Julho 23, 2008 por SENSATIONS

Homens gostam de se gabar que possuem 23 bilhões de neurônios enquanto a mulher possui “somente” 19 bilhões, 4 bilhões a menos. Consideram este fato, comprovado cientificamente, um sinal de superioridade. Enquanto eles respondem com ar de superioridade, nós dizemos que não, não faz a menor diferença. Do ponto de vista da seleção natural, não há como a natureza selecionar mulheres “burras” e homens “inteligentes”. Ambos os sexos tinham que ser igualmente espertos para fugirem dos predadores nos primórdios, na África. E nos tempos de hoje, precisa-se ser igualmente esperto para caçar e alcançar planos.


Mulheres compensam esta diferença processando a informação de forma diferente. Homens pensam seqüencialmente, etapa por etapa, logicamente trilhando o caminho da racionalidade, comparando fatos com regras pré-estabelecidas. Suas conclusões dão do tipo “sim-não”, “certo-errado”. Mulheres raciocinam em paralelo, avaliam dezenas de ‘coisinhas’ simultaneamente, suas conclusões são do tipo “melhor-pior” ou uma simples sensação visceral de certeza da conclusão. Por isto, dizem que as mulheres são “intuitivas”. Elas processam informação mais rapidamente, são mais abrangentes, mais holísticas. Ou seja, mulheres são paralelas, homens são seriais.


Talvez seja por isto, que as mulheres conseguem cuidar de 20 coisas ao mesmo tempo. São excelentes médicas, enfermeiras, mães de 5 filhos, administradoras de equipes, administradoras de escolas, hospitais e associações, onde ninguém fica quieto um minuto. Homens adoram gerenciar planos, números e orçamentos que precisam ser obedecidos. Por serem seriais e lógicos tendem a ser arrogantes e donos da verdade, mesmo estando errados. Mulheres, por serem paralelas, sempre sofrem a incerteza da dúvida, mesmo estando certas. São inseguras sem razão. Suas conclusões são corretas, mas não seguem a lógica masculina serial.

Homens tendem a ver tudo preto ou branco, esquerda ou direita. Mulheres tendem a ver o cinza, são muito menos dogmáticas e mais conciliatórias.

Homens arriscam um tudo ou nada com enorme facilidade, mulheres tendem a procurar a opção mais segura. Numa briga de casal, homens discutem causa e efeito. Mulheres discutem sentimentos e emoções, ambos de acordo como seus cérebros processam informações. Se esta teoria for correta, e está longe de ser aceita, explicaria porque é tão difícil a comunicação entre os sexos. Homens ficam num canto falando de dinhei ro mulheres do outro falando de emoções.


Na medida em que o mundo se torna cada vez mais complexo, exigindo o processamento de centenas de variáveis ao mesmo tempo, aumentam as vantagens competitivas das mulheres sobre os homens. Já se falava que este milênio seria das mulheres, e hoje mais mulheres se formam em administração de empresas, passam em concursos, viram promotoras, juízas mais do que homens. Seu próximo chefe tem muita chance de ser uma mulher. Quase tivemos uma presidenta em 2002, esperem para ver 2006.


Portanto, não são as mulheres que possuem 4 bilhões de neurônios a menos, são os homens que precisam de 4 bilhões de neurônios a mais, para processarem as mesmas informações.

Agora sim, tá explicado!

;)

Feliz aniversário José Humberto Dias Campos.

Postado em amores em Julho 22, 2008 por SENSATIONS

Além das semelhanças evidentes eu herdei o olhar confiante, um olhar firme, persuasivo e sem falsas modéstias, que consegue (quase) sempre tudo o que quer. O dom da palavra, o dom de convencer com e através delas (coisa de político). Herdei também a ambição profissional, de querer ser suficiente o bastante, e também um certo orgulho de quem finge ser uma muralha de força, mas no fundo deseja apenas carinho.

Ele sempre me sorriu discretamente, e eu sempre lidei com a dor de olhar tudo com tanta saudade e clareza. Sempre nos revíamos de tempos em tempos, o que tornava para mim cada vez mais esmaecida sua imagem. Eu caminhei naquela casa, recostei minha cabeça em seu peito. Chamei-te docemente pelo nome que é teu, por direito ou dever. Mas é teu. No entanto a imagem mais uma vez enfraquecia? Não, não… Desaparecia das minhas lembranças. E eu embora já grandinha, acordei mais uma vez como uma criança assustada. A orfandade me atinge pela segunda vez. Não achei que me sentiria assim, mas a tua ausência durante todos esses anos sempre doeu, não por mágoas, ressentimentos ou raiva, simplesmente por um único fato. Embora estando longe ou perto, sempre amei você.

No meu mundo ideal, e cheio de fantasias, você deveria ser o herói. E não o fez. E mesmo que precisasse me salvar da tua própria ausência, eu sempre soube entender os seus mais absurdos e incompreensíveis motivos. Afinal eu ainda tinha esperanças de te colocar nas linhas finais do meu nome. Eu chorei te esperei em aniversários, vibrei quando teu nome aparecia nas ligações e tua voz grave chamava pelo meu nome. No último aniversário voltei há ter nove anos quando ligastes e dissestes um simples parabéns, o meu primeiro parabéns do dia, e nem que fosse o último jamais seria esquecido.

Eu espero que dessa vez eu não precise acordar, e de verdade eu sinto que não. As nossas palavras são regadas a muito carinho o qual nós dois desperdiçamos, entre esses anos que foram por inúmeros motivos perdidos. Não vamos agora recuperar velhos tempos, iremos nós dois juntos construir novos tempos, viver novas histórias. Registrar e fincar na memória os momentos do hoje e do amanhã, não tem mais como recuperar e nem registrar o meu ontem ao teu lado, mas em cada abraço que nos damos, em cada sorriso e cada gesto de carinho seu, faz essa ‘adulta’ voltar a se sentir uma criança de colo, que independente da idade que tiver, vai sempre precisar do teus afagos.

Que Deus te abençoe e possa te dar muita saúde e muitos anos de vida, pra que eu possa estar do seu lado, e possa te ter ao meu.

Amo-te muito. E sempre foi assim…

=*

Como se eu flutuasse…

Postado em amor, reflexões, vida em Julho 21, 2008 por SENSATIONS

Ele apareceu com cara de sábio, sorriso meigo e um olhar que dizia: deixa que tudo passa…E a minha perdida inocência e quase estupidez me deu uma clareza absurda e me fez entender tudo muito mais do que os espertos e descolados.

Dessa vez eu não corri. E então voltei a voar. Há muito tempo eu não voava nos meus sonhos e eu voei muito rápido. Tanto que me doeu o vento no rosto e o coração recebeu aquela onda de ar gelado que agente só sente quando se é menina e corre feliz demais mesmo sabendo que se pode pegar um resfriado correndo assim de boca gisgantescamente aberta pra sentir o mundo. E eu entendi. Por isso não corri. Apenas voei, voei. Eu e meus medos de me magoar de novo com todo mundo, eu e meu excesso de proteção e a vontade de me sentir má em demasia ao ponto de começar a fazer maldades comigo. Tudo voou, para bem longe de mim.

Eu prefiro esse peito inchado de esperanças, esse peito cheio de amor do que outro peito.Tudo pode continuar ali, prestes a dar tudo errado, mas eu prefiro assumir riscos e desfrutar toda essa felicidade. Eu prefiro não enxergar potenciais ‘gigantescos’ pra fazer minha vida um verdadeiro inferno. Eu assumo o peso, meus medos, eu assumi toda a merda. E mesmo assim, voou cada vez mais alto, como se flutuasse. Eu peguei pra mim, tudo o que eu soltava por aí, e surpreendentemente fiquei mais leve.

Eu mudei um pesadelo pra sonho deitada… Imagina o que eu posso então fazer com a minha vida na hora que eu ficar em pé?

Se eu tenho limites?

Postado em memórias, reflexões, relacionamentos em Julho 21, 2008 por SENSATIONS

Tirei a maquiagem, aquele visual projetado, me despi em frente ao espelho. Entreguei-me e pude ver verdadeiramente minha imagem. Existia melancolia, desespero, tristeza, excitação e muita vontade. Vontade de me livrar de tudo aquilo. Obsessão de corpos, escrava das minhas próprias sensações. Fiz mais do que devia. Mantive-me mais tempo do que minha sanidade poderia suportar e tive que me libertar para continuar lúcida. E não poderia ser de outro jeito. E quando tudo aquilo acabou, é claro que me machuquei, meu corpo ficou gelado, abstinente esperando pela lição. E só depois de muito tempo entendi as respostas.

Não, eu não sei se tenho limites. Porque posso aturar muito mais. Achei que não suportaria aquela loucura, e fico me questionando o que eu faço aqui alimentando novas sensações, mais leves, maduras e até então sadias. Mas e se caso elas me arrebentarem? Eu respondo… Eu arrebentaria de novo as correntes. Eu posso sobreviver por muito mais tempo. Meu peito nasceu com potencial pra explodir sozinho e ‘tanto faz como tanto fez’ se eu me obrigar a apertar o botão antes da hora marcada.

Você se desmanchou quando me viu?Apavorou-se? Quando viu que eu sou de verdade você se decepcionou? Pra que gaguejar se eu já entendi a mensagem? O que ainda quer de mim? Já teve o suficiente, mais do que o suficiente. Estive em seu roteiro pra servir de transição, pra transferir os meus valores. Eu resolvi crescer, enquanto você almejava que eu ficasse sentada. Obrigada, não era o que eu queria, me livrar de tudo isso, e agora ter tudo o que tenho era o que eu precisava.

Erros e acertos…

Postado em dilemas pessoais em Julho 21, 2008 por SENSATIONS

A intenção é passar a vida inteira tentando entrar ou permanecer em contato com o que há de bom em mim. E, por mais que isso muitas vezes aconteça dificilmente eu conseguiria enterrar definitivamente o que há de ruim. Minha personalidade ambígua entrará em contato com certas situações e sentimentos que provocarão mal-estar e vai querer falar mais forte (e talvez consiga) ocasionando eventualmente escapar um veneno ou até mesmo uma lágrima cair.

Muitas pessoas acham que feridas podem ser tapadas, quando na verdade devem ser cutucadas, só assim haverá mudança. Limpar o machucado arde, é preciso aturar a dor para que ela vá embora.  Existem feridas que nunca se fecham, porém…

O falecimento de alguém da família, a renúncia de um amor, a decepção com uma grande amizade podem perseguir uma pessoa para sempre. Perseguir com memórias que correm nas veias, alguns traumas se instalam e você tem que aprender a lidar e dar os seus devidos espaços. Melancolia, saudade, a dor de um erro, o peso das traições são condições que sempre aparecerão sob diferentes formas e você não precisa se apavorar, apenas aprenda, e resolutamente não caia no mesmo erro, nem deixe que isso transcenda para sua personalidade. Que faça parte do lado ruim (que existe em mim, e em você).

Algumas pessoas sempre vão chorar quando recordarem o mal que você as fez, outras vão ter pavor da sua imagem, receio do que seu corpo pode causar ao dele, algumas vão proclamar ódio quando na verdade desejariam romance, outras vão querer cortar o mal pela raiz mas vão estar sempre conectadas, as lembranças, e memórias vivas correndo (e corroendo) .

Nós nascemos para realizar certas tarefas, e alguns erros (por mais bobos ou absurdos que sejam) sempre vão existir. Os dias passam e continuaremos errando aqui ou ali. Hoje mais, amanhã, com certa maturidade, quem sabe (talvez) menos. Mas em conjunto— o ser humano sempre vive querendo consertar alguma coisa seja no passado (quase sempre), presente ou futuro. Sempre se carrega alguma saudade, alguma culpa.

Espero que eu ainda tenha muito tempo pra colocar o dedo em algumas feridas, ou recuperar oportunidades que eu perdi. Estou cheia de acertos, de planos, e enchendo a mochila de conquistas. Mas minha personalidade não tem cura. Eu quero sempre mais, mais e mais.

Isso explica muita coisa. Inclusive o que eu deixei pra trás. Poucos nunca me completaram, mundos pequenos não me atraem, as pessoas talvez fossem as certas, mas os momentos eram totalmente errados. E quando me lembro do que deixei pra trás, calço os sapatos daquela ‘menina inocente’ que corria com os cabelos lisos pela casa rindo muito da cara dos que tentavam a pegar e fazia ‘um olhar irresistível’ para conseguir o que queria. E olha, o pior é que eu sempre, sempre conseguia .

 =x

Eu me descubro cada vez mais feliz…

Postado em amor em Julho 20, 2008 por SENSATIONS

=**=

Tudo que sei é que você deu tudo. E eu deixei isto ser o bastante pra me fazer feliz, era tudo o que eu precisava e agora depois do que eu apostei, o que eu realmente sei, é que desfruto dessa felicidade tranquila e plena.

Não, eu não sei como seu amor funcionou, ou como você me cobre em graça. O que eu sei é que você engole tudo que sou. Até quando nem eu mesma posso aguentar meu gosto.

Talvez por isso eu me descubro cada dia mais feliz a cada gesto seu, e de tudo o que se torna nosso.

;)

Segredos de um relacionamento ;x

Postado em homem, mulher, relacionamentos em Julho 19, 2008 por SENSATIONS

Hoje em dia a separação é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, discordo e muito disso – a única diferença é que acho que podemos ter vários relacionamentos com a mesma pessoa durante essa eternidade.

O segredo de um relacionamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma pessoa. O segredo no fundo, é renovar o relacionamento, e não procurar um novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a paquerar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido. E detalhe, de grande importância. Sempre, sempre se cuidar.Estou falando dos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois de certo tempo. Quando se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um relacionamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe da pessoa.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma pessoa por muito tempo com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é o outro que está ficando chato e mofado, são os amigos dele (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se separasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.Não é preciso uma separação. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um relacionamento. Mas, se você se separar, sua nova conquista vai querer filhos, novos móveis, novas roupas, e você casou ainda terá que pagar a pensão dos filhos do relacionamento anterior.

Não existe essa tal “estabilidade do relacionamento”, nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu namorado, marido, namorada ou esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um relacionamento não é manter uma “relação estável”, mas saber mudar junto. Toda pessoa precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, iniciar um outro namoro, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

Menor que os meus sonhos, não consigo ser.

Postado em vida em Julho 18, 2008 por SENSATIONS

Depois de passar esse tempo todo, pensei que as coisas não tinham como ficar ainda melhores, eu imaginava que o limite dos meus pedidos pra serem atendidos já teriam se esgotado. Foi aí que me enganei. Um desejo calado, escondido, distante e perdido vem á tona, e irá sim, como eu imaginava se concretizar. Embora perplexa, tenho que me concentrar aqui e ainda que eu fique em extase com esse momento, tenho que parar e agradecer. A verdade é que me sinto de mil maneiras e oscilo entre a paz e essa agitação de felicidade.

Quando as coisas estão perfeitas demais é inevitável o coração não escutar acompanhado das batidas eufóricas um certo receio, mas meu coração transborda de tanta gratidão que não há espaços, pelo menos agora, para sentir medos. Cada dia que passa eu me preencho mais, eu me orgulho mais das escolhas que eu fiz. Eu olho no espelho e vejo outra pessoa, tão teimosa e impulsiva quanto a que resolvi deixar pra trás, mas muito mais focada. E o caminho é esse, um caminho de felicidade,tranquilidade e realização completa .Eu já até tentei, já perdi um certo tempo, mas não, não consigo. Menor que os meus sonhos a vida já me mostrou e digo mais provou por a+b que eu não posso ser.

Insegurança tem remédio?

Postado em reflexões em Julho 16, 2008 por SENSATIONS

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho. Afinal, ninguém é de ferro.

Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança? Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.

Segurança depende de um processo que chamo de “validação”, embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor. Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.

Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”. Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.

Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder. Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos. Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.

Diminuir as inseguranças daqueles que nos amam, que nos cedem um sorriso gratuito, causam efeito imediato e talvez seja o método mais eficaz de diminuir as nossas próprias inseguranças.

  
 

 Jowanna Heylayne

;)